terça-feira, 3 de setembro de 2013

Versos ácidos

Aqui ficam os gritos
De uma alma calada.

Que sente no sufoco
Do corpo exposto
O desafio da amortalha.

Que sente nos
versos ácidos,
a ardência no vocábulo da alma.

Uma parte em dor
é refluxo.
É verbo.
É pecador,
mútuo.

Agora,
a laringe inflama.
É o tormento
que a alma canta.

Desafio ir embora
Demônio de outrora

O meu corpo
vê na necessidade do esporro
A liberdade que chora

Que alimenta esta matéria
inorgânica
iludida
e insatisfatória.

Que alimenta os cânticos
desta alma platônica.
Melancólica.
Próspera.



5 comentários:

  1. Minha alma acanhada
    à adiar meus dias.

    Um abraço David

    ResponderExcluir
  2. A sua alma não cabe em sí.

    http://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Acho que nenhuma cabe, Fábio.

    Um abraço...

    ResponderExcluir