sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A luz se aproxima,
E a proteção já está ferida,
destruída.

Queima a pele...
num grito de dor
Um apelo à morte querida.

O caminho se torna presente,
E uma angina já doente...
É dor,
De cultura inconsequente,
viva e demente.


Em busca de uma morada,
um abrigo...
Seu próprio Espírito,
sua própria casa.

Em seu peito
a dor da ausência.
O abandono à almas
que se esqueceram da essência...

Pulsa a morte,
Seu desejo doente...
Pulsa quentes versos de dor,
ecos de amor...

aos entes,
que não vêem o amor,
que habita o meu terror,
e que se torna quente o que
não é doente.

O caminho já está posto
A dor pulsa
O destino
Exposto...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010





Sim,

O trabalho já está feito.
Ele dizia ao seu Prefeito.
Mas sentia do trabalho
a dor não merecida...
Imposta em sua vida.

Só lhe restava a lembrança
de seus sonhos de infância,
de ser médico,
Doutor!
E sempre ter esperança...

O pesar se encontrava em sua alma,
maltratada pela esperança,
seus olhos,
suas crianças...

A dor é concreta.
Sentida...
calejada em suas mãos,
em sua mente,
na cultura que mente.

Foi lhe entregue
um pequeno cheque,
colocando em cheque tudo o que sentia,
perante a dor da injustiça.

...O trabalho da dor
É tecido,
fio a fio...
Pelas mãos do trabalhador.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A dor no peito
Fere.
A ferida no peito,
Ele...
a sente

Em um desassossego demente.

A dor pulsa.
A dança da morte
Se sente.
Aquele desejo quente,
Que apenas se sente,
Se tornou um pecado inconseqüente...

E o meu amor,
Assim... Por gente
Não tem nome,
Credo,
Cor,
Peso,
Não é gente!

O meu amor
É apenas um amor inconseqüente,
No mundo demente.
No mundo de gente
Cor,
Nome,
Gênero,
Credo
gente.

A dor proferida
da cultura ferida,
Impulsiona a dança da morte sentida.

A luz se aproxima,
E o inválido corpo se destina,
Na dança da morte vivida.

O inválido corpo se despede
e a alma se desvanece...
À evolução pedida.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Corpo





Não.

Não é isso que desejo,
sexo não é meu anseio.
Meu desejo é desejar
sem ter respostas para amar.

Apenas sinto,
Sua energia a me confrontar,
É o que de mais sublime sinto
O sentimento de te desejar.

Fico a pensar
sobre o inferno de te aceitar,
Fico a pensar
Sobre a queima do desejo
a me perturbar.


Sonho.
Sim, sonho.
Com tuas pernas a me enlaçar
Tuas mãos a me acariciar.
Teu olhar...
A me penetrar,
A me perfurar.

Corpo, que te quero corpo.
Corpo que te quero corpo...
... Corro.
Sem me confrontar...
Seria pecado te desejar?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ouse,

Sutilmente ouse
De seu olhar,
de seu andar

De seu sentar...

Ouse, somente hoje
No despertar
O desejo de amar

Ouse usar, e amanhã o desejar
Ouse se quebrar
Se recolocar

Ouse se olhar,
Ouse desejar.
Sinta, apenas...
Sinta.

O despertar...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Vê quem vem entrando
Com a face do mais puro encanto,
Com olhos do desconhecer
E o corpo a conhecer...

Vê quem vai sentando
e com as mãos acenando,
me desconcertando...


Vê quem pousa as mãos sobre as coxas
Em um delicado deslizar
três segundos de puro êxtase
Em um deliciar ocular

Vê quem ao olhar
Com a face da inocência
Não sequer sabe da dor que causara
Em minha essência

Vê quem ao sorrir
Não desperta em mim uma tristeza infeliz
Mas veja que ao sorrir
Minha retina se ilumina assim.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010




Corpos ociosos do prazer (des) conhecido,
O queimar de uma pele,
Um desejo íntimo...

Da dúvida; a moral,
Reflexão carnal.
A pele encoberta queima
A dor sentida

Seu medo me liberta
Sua dor me fere
Suas dúvidas me desperta.
Meus desejos se limitam
e os meus segredos se dissipam.

Sim, amo.
Sei que o posso à mais de mil
Mas amo agora
E te quero no agora.

Caio e ergo,
Sem culpa
Sem medo
Na fantasia do desejo
Do desespero.

Ao término sei que
A aurora me responderá
na consciência
O sol me queimará na essência
E a lua me lembrará do seu olhar
de seu corpo a se esquivar

De seu desejo
seu medo a se declarar
e a luz ao aceitar.