segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dentro em mim
Pousa neblina
De seu último suspiro;
Sentida

Dentro em mim
Pousa
Seus lábios desejados...
Amados
Em carne.

Solitário.

Dentro em mim
Paira abandono
Desprezo.
Dúvidas e desejos.

Dentro em mim
Paira deliciosa raiva
Paira
Temerosa fala.

Dentro em mim paira
Solidão amada.
Concessão desalmada,
Porém acabada.

Dentro em mim
Paira um desejo de ir..
Além alcançar,
Teus lábios, mesmo frios, tocar.
Teu corpo
Me confrontar.

Dentro em mim
Paira a diferença
Corpos eletrocutados
Intocados.

Dentro em mim paira sua fuga
Aquela sem culpa
Que se faz presente
Tola,
Inconsequente.

Dentro em mim paira
A compreensão...
Meu eu que não o alcançou...
Teu eu que não o desejou.

Em sonhos transmutados;
Paz.
Em realidade;
Insanidade...
Aqui jaz.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

As flores dispostas
Cantam à alegria.
Que sufoca o cântico
Das atrozes entranhas
Da pobre alma

Justa posta

Em forma
Corrobora
A ousadia da carne
Do corpo
Do Espírito exposto.

O espinho
Que protege;
Fere.
Pobre alma
Teu canto Indecoroso
Fúnebre Decoro

Não,
não ouso!
Ultrapassar
Misericordiosa
Alma.
Não ouso cantar à tua calma.


Apenas busco
Em delicados toques
Seu corpo
Fogo.

O que enobrece a alma.








quarta-feira, 20 de julho de 2011

Aqui,
Jaz no vento
Minha solidão.

Aqui,
Jaz na dor
Minha comoção.

Sua ausência
Perturba
Minha alma.
Já não quero viver na escuridão.

Teus passos me movem
Cada dia mais
Para a revelação

Algumas estrelas podem se apagar
E muitas dores podemos criar.

Acredite,
É com você que quero estar.
Teus caminhos me entrelaçar.

Ouça!
Minha nobre canção
Não é para lhe despertar...
Não é para lhe cantar.
É para suprir sua falta!

Minha fantasia...
enquanto no vento jaz.
A falta que tua voz me faz.

As estrelas não brilham
Ferem minhas asas por onde vou.
Minha oração queima de desejo
Transforma-se, novamente, em comoção
Já não sei onde estou.

Volte
E vem viver comigo
Antes do fim.

O fim que a carne nos proporciona...
Você sabe,
Venha ser feliz
Sem silêncio
Apenas com nosso exagero
Na pele
Onde as flores já não permitem espinhos.

Acredite em mim...
Sem você minha nudez é posta.

A chama que você acendeu
Não apaga em partida.
.Queima ainda mais
Contraposta

Arde na pele
Queima meus sorrisos.
Perdido na minha própria mente
Canto em desalento
Minhas esferas descontentes...

Aqui jaz
Seu menino demente
Inconsequente
Fraco
triste
e descontente.

Aqui jaz
Sua outra parte.

Entrego-lhe minha fraqueza
Faça dela
Minha fortaleza...

sábado, 11 de junho de 2011

Libre

Em meus sonhos
Teu corpo queima,
Na pele
Em essência...

Forte como semeia
Doce
Como anseia...

Em meus sonhos,
Angústia,
Medo,
Todo o desejo,
Sentido pela ausência.
Vazio...
De teu corpo desconhecido;
Carência,
Minha nobre inconsequência.

Permito-me
Em teus passos caminhar
A entrar
Sentir e te tocar


Permito-me
Sentir sua vocação,
Seu sexo,
Demônios
Entregues a canção...
Adormecidos no paraíso
Doce percepção.

Sentir sua dor,
Seu calor,
Enebriados em clamor
Êxtase?
Minha dor.

Tuas linhas
Meu desconhecido caminho

O meu amor
Lançado, e aqui jaz
Meu desequilibrio amortaçado
Meu amor incondicional...
Teu calor que queima
Torna-se em mim alado.

Na metafísica do prazer...
Tua origem
Meu querer


-Não vê?
O céu noturno nos guarda,
Ilumina o dia!
Oferta
Nossos próprios sorrisos
Para o novo dia...

Uma natureza prodigiosa
Que nos forma...
Nos conforta.

Faça teu verdadeiro ser valer
Teu verdadeiro significado fundir à essência
Do viver.
Teu sentido ser construído
Pelas doces palavras sagradas
Libertadas ao encontro do meu ser...

terça-feira, 3 de maio de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O corpo que silencia
Por palavras ditas
Palavras que gritam
O que o corpo
Se delimita.

O sexo que queima
Na pele
Na carne
Nos desejos
No medo
Anseios
Na fuga.

O sexo que queima
Perturba
Silencia
E se dissipa
Em íntimo
Em ser...

Em transe;
Teu ser.
Transmutação de poder
Transfiguração do seu
Do meu
Sem domínio
Teu poder!
...

A espera de teu corpo
Amadureço...
E sinto...
Maturo meus instintos...
Fecundos e despertos.

Em dizer palavras..
O que o corpo não diz.
Em viver o que sinto
Pelo dia
Sem tempo para alvorada.

Sem medo de ser castigado
Sem medo de ser condenado.
Por você...
Por você me permito!
Sentir o que tenho que sentir...
Não
Eu não minto...

Viver o meu devenir.
Sua fuga.
Sem medo de sua luta
Do seu limitar...
De sua conjectura.

Viver o que tenho que viver.
Sentir o que tenho que viver
O que quero viver...

Me permito entrar em teu ser
Mesmo que fuga
Medo
O não me conhecer...
Digo-lhe:
Apenas sou o que bebe na fonte do ser...
Digo-lhe:
Permita-se ficar
A entrar em meu lugar...

Verás que sou apenas mais um que sente
O que a distância pode fazer...
Quando não te vejo passar.

quarta-feira, 2 de março de 2011





Perdão Mãe,
Eu peco.
Em dor
No simples retrocesso,
Eu peco.

Perdoe Mãe,
Eu peco.
No momento onde todas limitações se atingem
E tingem...
A morte em branca luz.

Perdoe Mãe,
Eu peco.
Por me sentir
Em meu elixir
Eu peco
Em existir...

Perdoe Mãe,
Eu peco.
Sem armas
Sem portes.
Peco por amor à morte
Alado e sem sorte.

Peco calado
No silêncio mesmo que inacabado...
No alimento
Meu consumo
Minha destruição.
Sentida
Entendida
Amada,
Sem tédio, nem nada.

Perdoe Mãe,
Eu peco.
Por não controlar
Por não querer acordar...
-Minto!
Por não não querer dormir...
No sonho não sentir!

David de Oliveira Castro.