Em humilde ato
Aceito a quimera
que habita os poetas.
Doença
que assombra a essência,
que permuta o estado mórbido
da alma humana.
Que aflora a perspicácia
que deteriora a luz remanescente
que, por hora, desobstrui poros incandescentes.
Que escarra uma lírica suja
e mal amada.
E mesmo,
mesmo que o corpo fale
e repudia a minha literatura...
Ainda sei que a alma transmuta.
Que na sucção nunca satura.
E que na antropofagia
encontro o refúgio do corpo que expulsa.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Resolvi, não sempre, mas somente hoje, destilar poesia.
Mesmo que agressiva, decidi amputar órgão da dor.
Somente hoje desespero versos.
Refugio-me em incertos e, quem sabe, assolo os cânticos
certos.
Hoje abstenho-me da filosófica, das retóricas de paz.
Despejo a emoção animalesca irracional.
Minhas fontes modernas e agressivas.
Aqui, jaz o emocional.
Despejo o cântico da calma.
Cansado, defunto
Retrocesso a dor
Como um verto da alma.
Hoje volto mutilado.
Sou verto.
Reverso.
Sou verbo.
Hoje não liberto demônios.
Pelo contrário, os guardo.
Pelo inesperado
O incerto, pela chama os trago.
Hoje trago a voz.
Esfumaçada, transparente
Desvirtuosa, só.
Esfumaçada, transparente
Desvirtuosa, só.
em cinzas deposito
uma alma atroz.
No poema
Canto um plural
No poema
Canto um plural
em espiral.
Um vez, somente, só.
Um vez, somente, só.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Sou o que penso.
Penso sobre o que sou.
Na atmosfera fria, externa, sou o que posso ser.
Mesmo louco, apesar de pouco
Sou o que quero.
Querer, ansiar, sempre é pouco.
Sou esporro.
Gentil, singelo,
atroz, tépido.
Sou na verdade a voz que não cala.
A voz que não diz.
Sou eco de mil vozes.
Sou toda a voracidade envelhecida.
Sou, talvez, a escuridão fosca
Um requiem.
Um verto.
Sou um homem comum,
no tédio.
Sou incomum na criação
Sou como um, no reflexo.
Para quem sabe,
Sempre sendo
Soube quem sou.
sabendo que o saber
é ilusão de crer.
De quem crê.
É ilusão. É a morte do que sou.
Penso sobre o que sou.
Na atmosfera fria, externa, sou o que posso ser.
Mesmo louco, apesar de pouco
Sou o que quero.
Querer, ansiar, sempre é pouco.
Sou esporro.
Gentil, singelo,
atroz, tépido.
Sou na verdade a voz que não cala.
A voz que não diz.
Sou eco de mil vozes.
Sou toda a voracidade envelhecida.
Sou, talvez, a escuridão fosca
Um requiem.
Um verto.
Sou um homem comum,
no tédio.
Sou incomum na criação
Sou como um, no reflexo.
Para quem sabe,
Sempre sendo
Soube quem sou.
sabendo que o saber
é ilusão de crer.
De quem crê.
É ilusão. É a morte do que sou.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Tempo que o corpo corrói
Na substância quase invisível
Da alma humana.
Doença marcada na pele
Marcas que antecipam
Um sentimentalismo crônico
Indivisível.
De um homem que inventa
mundos.
Que inventa amores, que inventa vida.
Homem que inventa ser homem
Na certeza de que o inventar
Não é ilusão.
É certeza. É fato.
É compensação.
A doença na pele
Esfola.
Antecipa-te ao real
Surpreendentemente sensorial.
Sob a pele,
Além de sebo,
há vida.
Na substância quase invisível
Da alma humana.
Doença marcada na pele
Marcas que antecipam
Um sentimentalismo crônico
Indivisível.
De um homem que inventa
mundos.
Que inventa amores, que inventa vida.
Homem que inventa ser homem
Na certeza de que o inventar
Não é ilusão.
É certeza. É fato.
É compensação.
A doença na pele
Esfola.
Antecipa-te ao real
Surpreendentemente sensorial.
Sob a pele,
Além de sebo,
há vida.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Cansado,
os olhos enebriados pesam
como esferas frígidas.
deterioro o corpo.
Na violenta repressão.
No violento esporro
escarro o fôlego.
maltrato meu intimo
o insano
inconsequente
amado e louco.
O meu corpo pesa
uma pequena moléstia.
Choro como um doido...
Canto como um amado
Amado e louco.
Minhas palavras cuspidas
sem filtro
transformam o fragmento
num pequeno esgoto.
Esgoto de um eu
com sentimentos loucos.
O meu corpo pesa.
A minha flora murcha
Aqui, do lado de fora
volto a pisar em pedras.
Volto a pensar em feras.
O eu, de um corpo pesa.
os olhos enebriados pesam
como esferas frígidas.
deterioro o corpo.
Na violenta repressão.
No violento esporro
escarro o fôlego.
maltrato meu intimo
o insano
inconsequente
amado e louco.
O meu corpo pesa
uma pequena moléstia.
Choro como um doido...
Canto como um amado
Amado e louco.
Minhas palavras cuspidas
sem filtro
transformam o fragmento
num pequeno esgoto.
Esgoto de um eu
com sentimentos loucos.
O meu corpo pesa.
A minha flora murcha
Aqui, do lado de fora
volto a pisar em pedras.
Volto a pensar em feras.
O eu, de um corpo pesa.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Engano
Se oponho as informações contidas
Nesse pequeno fragmento
É porque o corte
Dessa pequena folha
Feriu-me desejavelmente.
O meu silêncio, e
talvez,
minha fuga
teimam a essência do que me tortura.
As chagas harmoniosas afloram
O ímpeto desastre da alma
sem arranjo
Sem canto, sem encanto.
Talvez, somente talvez
Eu pudesse supor melodias harmoniosas.
Talvez por hoje eu pudesse
Se eu fizesse,
retornar o que me apavora.
Mas não.
Minha voz já está funda, tão funda
Que perdeu-se no limite
Sem que eu me desse conta.
A voz que vos canta é
em suma
A voz ecoada dos gritos
Que se desencanta.
Nesse pequeno fragmento
É porque o corte
Dessa pequena folha
Feriu-me desejavelmente.
O meu silêncio, e
talvez,
minha fuga
teimam a essência do que me tortura.
As chagas harmoniosas afloram
O ímpeto desastre da alma
sem arranjo
Sem canto, sem encanto.
Talvez, somente talvez
Eu pudesse supor melodias harmoniosas.
Talvez por hoje eu pudesse
Se eu fizesse,
retornar o que me apavora.
Mas não.
Minha voz já está funda, tão funda
Que perdeu-se no limite
Sem que eu me desse conta.
A voz que vos canta é
em suma
A voz ecoada dos gritos
Que se desencanta.
Assinar:
Postagens (Atom)