Na pele restam somente marcas
fragmentadas, sensíveis, irritadas.
A alma mandou recado
E todas as palavras estão circunscritas no rosto
No peito.
No dorso.
A alma já não se cala.
E a cada dor
A cada pressão
A refração deteriora
Esta estética estéril
Desmoralizada.
Cavo, além de tudo
O infinito.
O simbolismo desta minha matéria.
Metaforicamente
Embora, cego
Ilustro ilusões nestes versos.
Quando no horror me debato
É porque esqueço a metafísica
do meu corpo alado.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Procura-se
Pessoas por pessoas
Mãos enérgicas
Toques sem retoques.
Procura-se pessoas
Que choram
Que se desequilibram
Procura-se
Pessoas que desejam
Que sentem medo
Que se perdem no meio
Procura-se
Instintivamente.
O anseio pelo cheiro de gente viva.
Procura-se
gente que transborda.
Abdico de gente
Que retoca
Gente obsessiva
Gente que ostenta um perfume nauseante,
e medíocre do sagrado.
Essas de personalidades
suprimidas
Abdico-me
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Desintegração
Há no canto do peito
Calos
Infeccionados.
Bactérias que proliferam e atacam a fé
dos meus santos contidos.
Há em cada canto ínfimo
espinhos.
Metáforas esquecidas
Sentimentos indefinidos.
Não há santo.
Não há milagre que se possa operar.
Há em cada íntimo
Uma ausência de vitória.
Que nem mesmo a contração sugere a memória.
No meu mercado de alusões
Eu não sou santo.
Da minha existência não há milagres
Somente um sopro que ainda sopra
Sufoca a suprema sinergia anímica
Desta alma contida.
Desta alma velha que ainda chora.
- David Oliveira
Há no canto do peito
Calos
Infeccionados.
Bactérias que proliferam e atacam a fé
dos meus santos contidos.
Há em cada canto ínfimo
espinhos.
Metáforas esquecidas
Sentimentos indefinidos.
Não há santo.
Não há milagre que se possa operar.
Há em cada íntimo
Uma ausência de vitória.
Que nem mesmo a contração sugere a memória.
No meu mercado de alusões
Eu não sou santo.
Da minha existência não há milagres
Somente um sopro que ainda sopra
Sufoca a suprema sinergia anímica
Desta alma contida.
Desta alma velha que ainda chora.
- David Oliveira
sábado, 28 de dezembro de 2013
Compor e decompor o corpo.
Prostrar-se.
Esconjurar esta fétida matéria.
No ímpeto,
Violento e temeroso sintoma.
Há de se parafrasear a alma.
De respeitar esse hiato
E silenciar esses infernos pela palavra.
Anoitecê-la.
E destruí-la, por um acaso, no peso da conotação
de malditos versos.
A quimera há de vingar.
Há de solidificar a solidão...
De se pensar no eco.
Nesta alma que fere
E que prolifera na carne
expressões e desilusões.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Que assim seja.
Dalí
Que a poesia seja o transtorno.
A agressão.
A violência.
Que ela seja o seu medo
Imortal.
Que seja crise
Existencial.
Que ela saiba ferir.
A sua fera
Domar.
Que te faça sentir.
Que a poesia seja a voz
Que te cala.
Que possa dizimar
Sua alma alada.
Que a poesia te machuque.
Te desarranje,
Que te faça suprimir.
Extinguir.
E assim te reluzir.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Versos ácidos
Aqui ficam os gritos
De uma alma calada.
Que sente no sufoco
Do corpo exposto
O desafio da amortalha.
Que sente nos
versos ácidos,
a ardência no vocábulo da alma.
Uma parte em dor
é refluxo.
É verbo.
É pecador,
mútuo.
Agora,
a laringe inflama.
É o tormento
que a alma canta.
Desafio ir embora
Demônio de outrora
O meu corpo
vê na necessidade do esporro
A liberdade que chora
Que alimenta esta matéria
inorgânica
iludida
e insatisfatória.
Que alimenta os cânticos
desta alma platônica.
Melancólica.
Próspera.
De uma alma calada.
Que sente no sufoco
Do corpo exposto
O desafio da amortalha.
Que sente nos
versos ácidos,
a ardência no vocábulo da alma.
Uma parte em dor
é refluxo.
É verbo.
É pecador,
mútuo.
Agora,
a laringe inflama.
É o tormento
que a alma canta.
Desafio ir embora
Demônio de outrora
O meu corpo
vê na necessidade do esporro
A liberdade que chora
Que alimenta esta matéria
inorgânica
iludida
e insatisfatória.
Que alimenta os cânticos
desta alma platônica.
Melancólica.
Próspera.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
De tudo que nasce, mesmo em pedra dura
Do todo pouco que grita
Em toda atmosfera contida
Por toda alma embevecida...
Em todo ser que inspira.
Dita cruel,
Inconsequente
Doentia!
De toda neurótica enraivecida,
De toda doença mal consumida
De todo coração em febre
De toda angina ressurgida,
Em todos os sulcos,
Peles
Peles
De toda poética,
Traumática
De toda retórica
desconcertada.
E de todo fluxo
Nas válvulas contidas
cardíacas
Escrevo estes versos
Por esta alma.
Como quem assombra
O cerne desta extrema
Infecção
De nome,
Poesia.
Desta alma desatina,
Desiludida,
E hipocondríaca.
De toda retórica
desconcertada.
E de todo fluxo
Nas válvulas contidas
cardíacas
Escrevo estes versos
Por esta alma.
Como quem assombra
O cerne desta extrema
Infecção
De nome,
Poesia.
Desta alma desatina,
Desiludida,
E hipocondríaca.
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